Produção
Vinhos Tintos

Na vinificação do vinho tinto, após a prensagem, a uva é conduzida para as cubas de fermentação, onde a película, sumo e grainha fermentam juntos. A película da uva dá ao mosto a cor tinta. Quanto maior o tempo de contacto das películas com o líquido mais escuro será o vinho, no entanto, este vinho ganha mais adstringência (Sensação de aspereza na língua provocada pelo excesso de taninos). Antes de serem colocados nas cubas de fermentação, os cachos passam por um desengaçador, máquina que separa o engaço dos bagos de uva. As uvas (com grainhas e películas) são encaminhadas para as cubas de fermentação, que podem ser de aço inox, madeira ou cimento.

Com as películas rompidas, às uvas frescas são adicionadas leveduras, que atacam os açúcares da fruta, dando origem à formação de álcool etílico e gás carbónico. Este gás fará com que as partes sólidas do mosto subam à superfície e flutuem. Para que se consiga uma boa extracção de cor, deve misturar-se a parte sólida da superfície (designada chapéu) com a parte líquida da parte inferior. Actualmente, usa-se um sistema de bombeamento para fazer a circulação e consequente mistura de todo o líquido, num processo designado por remontagem. Na vinificação dos vinhos tintos, as películas das uvas devem ficar em contacto com o mosto para conferir ao vinho, além da cor, o sabor e o aroma. Os taninos também são extraídos nesta fase, chamada de maceração.

A fermentação alcoólica ou tumultuosa prosseguirá e só será interrompida em 3 situações: quando não houver mais açúcar no mosto; quando a temperatura do vinho atingir 33 ºC ou quando o vinho tiver atingido um teor alcoólico de aproximadamente 16% (pois acima disso as leveduras não conseguem mais provocar a fermentação).

No final da fermentação, o vinho é separado das partes sólidas, que serão encaminhadas para a prensa a fim de produzir-se um vinho inferior, denominado vinho de prensa. O vinho superior é trasfegado para uma cuba, onde ocorre uma segunda fermentação, a maloláctica, que transforma o ácido málico em ácido láctico, menos ácido e menos agressivo.

Após essa segunda fermentação, o vinho tem dois caminhos: os de guarda são enviados para barricas de carvalho para envelhecimento e os vinhos mais ligeiros, de consumo rápido, para filtragem e engarrafamento.

Os vinhos tintos portugueses apresentam uma cor vermelho rubi, aroma a frutos vermelhos e especiarias de paladar revelam estrutura, persistência e uma ligeira adstringência. Como castas tintas podemos destacar: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Trincadeira, Castelão, Vinhão, Touriga Franca, Baga e Alfrocheiro; bem como a introdução de castas internacionais como o Cabernet Sauvignon e Syrah.

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